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A Falange: A revelação do metal progressivo que você deve ouvir

Banda apresenta composições pesadas e com cunho político/social


A Falange retornou a cena após um hiato, com o lançamento de um dos discos mais cotados do metal progressivo brasileiro de 2020, ''Pericardium'' . 


Com influências de muito peso e melodias acessíveis com passagens que variam entre o groove metal, stoner e prog, as novas faixas apresentam uma pegada mais pesada com foco no metal progressivo. O disco trata de política mas quer lembrar do amor que está acima de tudo, e dele partirá a orientação para um caminho de prosperidade que trilhamos juntos.


'Pericardium' é um álbum que trata de política mas que lembra ao ouvinte do amor que está acima de tudo e dele partirá a orientação para um caminho de prosperidade que trilhamos juntos. O novo material passa pelos temas de culto à personalidade, a importância da voz do indivíduo, a pobreza do debate entre extremistas, o poder de controle sobre as massas que se digladiam, enxergar no próximo um companheiro de luta e por fim o valor da arte como instrumento de aproximação entre as pessoas.


Conversamos com a banda sobre sua trajetória, influências musicais, processo de composição, entre outras curiosidades. Confira!


De onde surgiu esse nome "A Falange"?   O que levou a banda a esse nome? 

Thomaz: bem, depois de formar a banda, na época com Alexandre Aquino, Wanderson loureiro (baterista) e Nilson loureiro (guitarra e baixo) tivemos o primeiro grande desafio procurar um bom nome. Chegamos a nós apresentar com outro nome, bem ruim aliás. Eis que limpando as HQs que eu ainda colecionava na epoca uma me chama a atenção, " os fabulosos X-Men Numero 40 - assimilado pela Falange". O nome na hora me pareceu sonoro e os significados do nome pareciam apropriados, o corpo de infantaria espartano e macedônico, uma legião de anjos ou demônios. Enfim, achei foda o nome e apresentei a ideia pra galera, que a abraçou.


Como se deu o surgimento da banda?

Thomaz: apesar de ter pais músicos e ter crescido ouvindo bandas como Queen, Pink Floyd, deep purple, Led Zeppelin. meu interesse por aprender a tocar veio bem tarde, quase aos 15 anos, depois de ser apresentado ao Aerosmith, e só quando escutei e vi vídeos do nirvana percebi que não precisa ser imensamente técnico para fazer músicas legais. E aí a ideia de fazer uma banda estava plantada.

Passei um tempo tentando juntar uma galera, mas no fim não dava em nada. até que conheci o Alexandre num aniversário de uma prima minha e rapidamente os interesses convergiram. em dois dias estávamos numa "banda", em uma semana tínhamos a nossa primeira música "Carnaval".

Depois da passagem de alguns outros membros decidirmos ter duas guitarras na banda e Nilson loureiro ( baixista na época) sairia da banda. Eu tinha tocado numa feira de ciências com Manel Renato e resolvemos convidá-lo pra tocar. ele por sua vez indicou seu parceiro de banda (zona urbana) Marcos Aurélio para segurar o baixo. Eles foram ver o show de despedida do Nilson, pra saber se curtiram a banda, bem... Pelo jeito curtiram.


A banda relançou recentemente um disco via Electric Funeral Records. Como foi o processo de composição e gravação desse material?

Marcos: Longo como as musicas! (Risos). Foram 3 anos entre composição, produção, gravação, edição, mix e master. Tudo foi feito no nosso estúdio, o MUNDOFECHADO, onde eu cuidei da produção. “Levante” foi a primeira música do disco a ser composta, inclusive o clipe oficial, dirigido por André Leão, está disponível no YouTube. Ela meio que “ditou” os rumos que esse disco levou. Logo após, veio “Sob o céu de uma estrela só” que traduz a ideia central do disco tanto na temática da letra, quanto na despreocupação com o tamanho das músicas.

Fizemos um disco pra quem gosta de ouvir discos inteiros, não só faixas soltas. Pois, se você deixar de ouvi-lo na ordem e na íntegra, acaba abandonando o “nexo causal” da coisa.



O disco lançado foi muito bem recebido, e a banda lançou a pouco o clipe de uma das faixas do material. Como que foi a expectativa dos integrantes da banda com esse retorno? E como a banda está vendo esse feedback tão positivo do material lançado?

Marcos: a melhor possível! Só o fato de pensar em voltar com um material tão caprichado como esse disco novo, já nos deixava muito empolgados. A ansiedade de ouvir o disco inteiro na íntegra só aumentava e o resultado pra gente foi melhor do que o esperado.

É isso faz com que a gente veja esse feedback positivo do público e da crítica especializada com mais empolgação ainda pra tocarmos esse disco na íntegra.

Marcos: escolha difícil e injusta.



Quais as bandas e fontes artísticas que inspiram o som da banda?

Thomaz: essa seria provavelmente a resposta mais longa. Quem conhece a banda desde seus primórdios sabe a amálgama de referências músicas que a banda se propunha a ser.

Por início e de mim, Queen e Silverchair deram a inspiração de não se prender ao que já foi feito, a banda não deveria estar ancorado num "estilo". O Alexandre trazia um forma de escrever letras que sempre passam por mais de um tema e que tentam taratar da natureza/ condição humana.. Manoel Renato destila peso e melodia monolítica, um bloco coeso de som, quando conheci ele , estava vestido com uma camisa do Metallica. Marcos é técnica, pura e simplesmente e muita sensibilidade artística. Dream Theater e Lamb of god foram bandas que influenciaram bastante no que ele faz.

O Will ouve muito Jazz, Bossa Nova, Neo Soul, Funk etc. Além disso, bandas como System of a down, Slipknot, Machine Head, Mastodon, Death, Opeth, Chimaira, Between the Buried and Me, Allegaeon, Behemoth, Devin Townsend, Pantera, Job for a Cowboy, The Black Dhalia Murder, Death, Gojira, Sepultura, King Crimson, Rush, Camel, Genesis etc. Foram muito importantes no crescimento da nossa percepção e composição.


Como que vocês estão lidando com a pandemia de covid 19? Que tipo de interação a banda está tendo com o público nesse momento de quarentena?

Thomaz: durante a pandemia a banda se manteve fisicamente afastada. Alexandre e Marcos tiveram filhos um pouco antes ou durante a pandemia. Além disso eu sou de grupo de risco, então o isolamento foi de fato cumprido na medida do possível pelo membros.

Mas nesse período Marcos terminou a mix e Master do "Pericardium". E Manoel Renato sempre que possível postava algum "playthrough" pra ir movimentando como possível. Mas sendo sincero, de modo geral estávamos concentrando o "ki" para o lançamento do álbum.


Quais os planos para 2020?

Thomaz: sobreviver! Hehehe.

De fato temos algumas coisas relacionadas com o álbum engatilhadas. Um lyric e o lançamento da mídia física. Sinceramente não sei qual a viabilidade de shows pra essa ano, creio que mínima, mas já temos pelo menos uma live marcada, do Caverna produções, aliás agradeço ao Cláudio Renato o convite. Fora isso é manter ensaios e buscar oportunidade de apresentar esse material para o máximo de pessoas possível. 


Confira o clipe de "Levante": https://www.youtube.com/watch?v=MV3qNO-dHmc&feature=emb_title

Confira 'Pericardium': https://spoti.fi/33AIb32

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