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Henrique Stella criando músicas que fogem do contexto e dos modismos correntes

Baixista integra umas das melhores bandas de rock alternativo do Brasil 


Ao escutar o som da banda Concrete Monkey, notamos de cara o baixo marcado com suas influências e misturas de blues, funky, grunge e rock clássico. 

A pancada sonora que Henrique Stella reproduz em seu baixo apresenta uma fusão perfeita dos estilos mencionados acima, desenvolvendo um rock alternativo e progressivo de qualidade, e que mira fora da curva. 


A necessidade de produzir uma sonoridade própria faz com que o Concrete Monkey ganhe cada vez mais destaque na cena musical brasileira, com um som que ousa em ser diferente e excelente, em meio a tantas bandas genéricas nos dias de hoje. 

Henrique Stella nos bota a fritar a mente com suas linhas de baixo, dando um andamento e groove perfeito nas músicas, achando assim seu espaço para brilhar. 


Conversamos com o músico sobre carreira, influências musicais, processo de composição e outras curiosidades. Confira.


Você e os músicos do Concrete Monkey apresentam uma conexão muito forte em suas músicas . Como que funciona a parceria de vocês como músicos e amigos dentro do projeto?  Como se da tamanha sintonia entre os integrantes da banda?

R- Eu e o Vinícius já tocávamos juntos antes do Concrete Monkey, porém na época eu ainda não era um baixista e sim um guitarrista. Comecei a tocar baixo em meados de julho de 2012 e o Concrete Monkey começou a existir em fevereiro de 2013.  Desde o primeiro ensaio que fizemos com o Felipe  já pudemos perceber uma certa sinergia entre o grupo, de uma forma diferenciada de tudo que já havíamos vivenciado. Enquanto eu e o Vinícius gostamos de trabalhar nos tempos, nos grooves, etc, o Felipe sempre soube preencher o som com uma guitarra bem peculiar, cheia de efeitos e muita técnica. Dessa forma, a gente encontrou uma maneira de mixar todas as nossas influencias e preferencias distintas nos nossos sons. Outro ponto considerável é o tempo de banda, são 7 anos no total, sendo que sempre tivemos muito prazer em tocar juntos e com isso, sempre tivemos regularidade de ensaios. Além disso, com certeza algo que contribui muito é a nossa amizade e parceria fora do estúdio, já que nos consideramos como irmãos e por isso temos total liberdade na hora de expor nossas ideias e musicalidade.


Dentro do cenário de rock, stoner e psy brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção?  

R- Eu sempre gostei de conhecer bandas novas tanto no cenário nacional, quanto internacional. Gostaria de poder citar todas, mas vou dar ênfase em algumas bandas que eu admiro e estão na mesma cena que nós, como Gabriel Vendramini, The Tropical Riders, Dum Brothers, Riders of Death Valley, Universe Garden e The Melties. Nós inclusive temos uma playlist na nossa página do Spotify chamada "New Rock São Paulo", que estão todas essas bandas e muitas outras.

Entre as bandas do selo (Electric Funeral Records), eu gosto muito do Wolf Among Us, TigerSharks e Mars Addict, com quem já tocamos juntos algumas vezes e somos parceiros.

Pensando em cenário internacional, acompanho várias como a Asteroid e a Graveyard, que tivemos o prazer de ver pessoalmente ano passado, além de Mars Red Sky, All Them Witches, Quicksand, Tame Impala e muitas outras. Mas, minha banda preferida dos últimos tempos é o King Gizzard and the Lizard Wizard.

Que dica você daria a músicos brasileiros que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?

R- Uma coisa que eu aprendi na vida é que o maior diferencial que temos é nossa autenticidade, ou seja, ser você mesmo. Na música não seria diferente. Vale a pena lembrar que todos os seres humanos são únicos, então qualquer pessoa que desenvolver uma maneira própria de tocar será diferenciada, e por mais que técnica e teoria sejam importantes, na minha opinião a autenticidade ainda é o que realmente chama atenção. Com o Concrete Monkey sempre buscamos unir essa sonoridade própria de cada um.


Qual modelo de baixo, cordas e amplificadores você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.

R - Eu uso um Fender Jazz Bass Standart e em geral, uso o jogo de cordas (4 cordas sempre rs)  0,45 da D'Addarío. Meu amplificador é uma cabeça Hartke HA5500 500 watts com uma caixa 410-XL Hartke.

Como eu havia mencionado antes, eu era guitarrista, mas sempre tive preferência em tocar bases. Quando eu comecei a tocar baixo, percebi que no fundo sempre fui um baixista. Eu gosto muito das frequências graves, dos timbres, do lugar que o baixo se posiciona na música, da conexão com a bateria. É um instrumento que os leigos não dão muito valor, mas é o mais importante da música, rs.


Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior baixista de todos os tempos?  

R- Influências musicais é outro tema que eu poderia citar nomes por horas, até porque tenho muitas influências fora do rock, mas vou tentar sintetizar em 3 nomes específicos: 

- Jonh Paul Jones do Led Zeppelin pensando em anos 70, por ter uma mescla de jazz, blues e música clássica tão única dele; 

- Dave Allen do Gang of Four pensando na década de 80, por ter mesclado punk com funk e estilos jamaicanos e com isso ter influenciado outros grandes baixistas que eu admiro muito como o Flea do RHCP e o Tim Commerford do RATM; 

- Les Claypool do Primus como referência noventista, pelos seus grooves estranhos, e por ser assim como eu baixista e vocalista. 

Eu gosto muito do estilo desses três justamente pela autenticidade de cada um, independente de técnica ou conhecimento de teoria musical, todos influenciaram muita gente por terem desenvolvido uma maneira própria de tocar. Mas, poderia colocar muitos outros como Geezer Butler do Sabbath, Scott Reader do Kyuss, Robert Trujilo do Infecctious Grooves/Metallica além de outros clássicos como o Roger Waters e o Paul Maccartney.


Podemos dizer que suas linhas de baixo são insanas, e demonstram técnica, criatividade e emoção. Como se da o seu processo de criação e composição?

R- Isso é muito peculiar de cada música ou de uma época específica. No geral, sempre trabalhamos os sons em conjunto, gostamos de tocar partes do som repetidamente até que cada um encontre algo que se sinta confortável e assim vamos compatibilizando as ideias. Ideias individuais também são sempre muito bem vindas, como, por exemplo, o riff inicial da música Vietnam que saiu de uma manhã de domingo no sofá em casa. Em relação as linhas de voz geralmente introduzo à medida que a música vai ficando mais estruturada.

Como a música surgiu em sua vida?

R- Posso dizer que a influência veio em grande parte pela família. O primeiro disco que ouvi muito na vida foi o acústico dos Titãs que um tio me deu de presente quando eu tinha 6 anos. Também fui muito influenciado por dois primos mais velhos, que me mostraram Raimundos, Sublime, Green Day antes de completar 10 anos de idade. Meu avô me deu meu primeiro violão quando eu tinha 13 anos e depois disso eu nunca mais parei de tocar.


Tem algum show na história do Concrete Monkey que você ache que foi o melhor show? Algum em especial que sempre lembrará?  

R- Os melhores shows geralmente são os que tocamos fora da capital. Mogi das Cruzes, Sumaré, Campinas, Santo André, todos foram muito bons. Teve um em especial que tocamos em Sumaré que foi muito bom, porque além de ser o show com maior público, nós da banda aproveitamos bastante o evento (até demais rs). 

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