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O punk melódico polido e a simplicidade radical de Matheus Collyer a frente do Backdrop Falls


Um grande frontman do punk rock é capaz de deixar uma marca que impressiona os ouvintes e que nunca desaparecerá por décadas a fio, e Matheus Collyer carrega em sua história na música e a frente do Backdrop Falls,  essa essência tão marcante do punk através de seus vocais, guitarras intensas, da sua entrega no palco e de seu carisma.  Sua potente mistura de rudez, perfomance empolgante e brilho melódico impulsionam músicas que grudam em nossa cabeça, formando aquele hit certeiro. Não há dúvida que as composições de Matheus venham de um lugar de amor pela música, transformando o Backdrop Falls em uma das bandas de punk rock mais agradáveis para cantar junto. Com um disco de sucesso e repleto de hits, "There is no such place as home" rodou o mundo, foi lançado por mais de 10 selos em diferentes formatos, integrou diversas playlists, fez parte de splits e coletâneas,  e foi considerado por muitos um dos melhores discos de punk rock brasileiro do ano de 2019. Com um álbum inovador para a cena brasileira, Matheus Collyer e o Backdrop Falls monstram que é possivel fazer um punk melódico polido e com a simplicidade radical que o gênero aborda. Conversamos com o vocalista e guitarrista Matheus Collyer sobre sua trajetória, influências musicais, equipamentos e outras curiosidades. Confira!

Você e o Backdrop Falls apresentam uma sintonia e criatividade fora do comum. Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? Como começou essa parceria? Matheus:  Eu tenho aquela clássica visão meio romântica de que banda se forma com um grupo de amigos que curte o mesmo tipo de música e naturalmente acaba marcando uns ensaios juntos e evoluindo pra uma banda. Com a Backdrop Falls foi mais ou menos assim, tanto Neutral como Roger já tinham sido meus parceiros de banda em outros projetos e acabaram vindo parar na Backdrop Falls naturalmente. Escolhas bem óbvias, já que já éramos amigos de tempos mais antigos, foi uma coisa meio “e aí, vamo tirar um som?” que acabou se consolidando. Já o Tiger cruzou nosso caminho quando substituiu nosso antigo baixista Erick em um show e mais ou menos um ano depois voltou e não nos largou mais.Nossa parceria funciona com os princípios básicos da amizade, cada um tem sua voz, sua vez e sua forma de intepretar o que é melhor pra banda, claro que todos no mesmo objetivo e assim vamos levando. Dentro do cenário do rock, punk rock e pop punk brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção ultimamente? Matheus: Sempre, acho massa ver bandas novas como a gente aparecendo e conquistando seu espaço. No cenário brasileiro dos últimos anos, acho que Molho Negro, Far From Alaska  e nossos conterrâneos da Damn Youth foram alguns dos principais destaques e referências pra mim, bandas excelentes! Sobre as estrangeiras, recentemente descobri essa banda chamada Dinosaur Pile-Up e viciei de uma forma que não paro de ouvir. Que dica você daria a músicos brasileiros da cena, que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas? Matheus:  Não se apeguem tanto a um estilo só, experimentem tudo. Se ficar massa e te agradar, por que não? Qual modelo e marca de guitarra, cordas e amplificador você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento. Matheus: Atualmente tenho alternado entre duas guitarras principais, uma Epiphone Les Paul Standard e uma Heavens Miss-T, que é uma guitarra nacional baseada na Fender Telecaster Thinline. Tem um timbre sensacional e se tornou uma das minhas preferidas. Costumo usar cordas Ernie Ball .010 e um amplificador Laney LV300 Twin, dá pra fazer um barulho com essa combinação e tem funcionado legal pra mim. Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior guitarrista e frontman de todos os tempos?   Matheus:  Cresci ouvindo punk rock e pop punk desde os meus 10 anos de idade. Aquela cena da Fat Wreck Chords/Epitaph na Califórnia dos anos 90/2000 foi o que despertou meu interesse pelo estilo e dali pra frente eu virei um completo nerd quando o assunto é punk rock, fui atrás de conhecer cada banda de cada país e todas as músicas que estivessem ao meu alcance. Hoje escuto de tudo que tem algo a me dizer, mas o punk rock tem meio que uma cadeira cativa, então sigo ouvindo praticamente tudo que ouvia quando era mais novo, mas algumas das bandas que mais tenho ouvido ultimamente são The Living End, The Bouncing Souls e Dinosaur Pile-Up.Difícil escolher um melhor guitarrista, então vou citar 3 pra tentar englobar todas as minhas influências: Randy Rhoads (Ozzy Osbourne), Stevie Ray Vaughan e Stephen Egerton (Descendents). Sobre o frontman: acho que Freddie Mercury seria o maior de todos os tempos, mas Dave Grohl seria o maior da atualidade, sem dúvidas. Suas linhas de guitarra são perfeitamente executadas, demonstrando um combinação de técnica, criatividade e de muita emoção ao tocar. Você sempre compõem e cria as músicas pensando de forma analítica ou elas acabam saindo naturalmente desse jeito?   Matheus: Eu acredito muito na naturalidade das coisas, mas ao mesmo tempo sou meio perfeccionista, então o grande desafio é colocar as duas coisas na balança e conseguir captar o natural de uma forma que soe bem e transmita o sentimento e a energia da música. Acaba sendo um pouquinho de cada, nós criamos as linhas de guitarra e quebramos a cabeça experimentando ideias e efeitos novos até chegar num ponto em que dizemos “é isso!”. Como a música surgiu em sua vida? Matheus: Eu dei sorte de crescer em uma época em que o rock e a cultura alternativa estavam em todo lugar. Cresci nos anos 90/2000 assistindo MTV, comédias besteirol e jogando Tony Hawk’s Pro Skater no Playstation, ou seja, respirando música o tempo inteiro, basta lembrar das paradas da MTV e das trilhas sonoras dos jogos e filmes. Fora isso, minha mãe sempre gostou de música, sempre ouvíamos rádio no carro indo pra escola ou algo do tipo. Através dela conheci bandas como R.E.M., Tears For Fears, The Cure e música pop em geral e através do meu pai artistas como Zé Ramalho e Belchior. Tudo isso acabou despertando meu interesse em música desde pequeno. Qual foi o melhor show da história do Backdrop Falls? conta pra gente.  Matheus: Tivemos a oportunidade de tocar com Face to Face, Against Me e Sum 41, algumas das minhas bandas preferidas, então esses são shows que certamente sempre levarei como alguns dos meus preferidos, mas tecnicamente falando, o show de lançamento do TNSPAH, em Fortaleza, foi um showzaço. Nosso último show antes da pandemia, no Festival Ponto CE, e nosso primeiro show na Argentina também valem ser lembrados, muito energéticos e muito bons! Qual é a sua faixa favorita do disco da banda?Matheus:   Difícil escolher uma música só, cada uma é como se fosse um filho... mas vou utilizar o critério da que eu mais gosto de tocar ao vivo, que é Reach the Sky. Quais os planos para 2020? Matheus: Todos os planos que tínhamos pra 2020 acabaram tendo que ser reorganizados ou adiados por conta do coronavírus, então temos procurado lançar material nas redes sociais pra nos manter ativos e em contato com nosso público nesse momento. Assim que tudo isso passar, voltaremos ao estúdio pra dar continuidade ao processo de composição do próximo disco. Escute "There is no such place as home": https://sl.onerpm.com/2740810423

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