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Skate Punk is not Dead: Filipi Barbosa prova isso com seu baixo transgressor a frente do Tigersharks

Músico faz parte de uma das bandas de grande destaque na cena alternativa


Definitivamente o Tigersharks segue como uma das grandes revelações da cena stoner/punk no Brasil com o seu som intenso e único, abrindo portas para uma música que não tem medo de experimentar e inovar. 

Nascido em Torres, Rio Grande do Sul, Filipi Barbosa manifesta uma alta energia ao tocar, apresentando um pegada transgressora e um som digno de uma perfeita implosão a tudo aquilo que se entende por skate punk, stoner punk e hardcore. Criando linhas de baixos com emoção e sem se importar tanto com regras e teorias ou expectativas, o músico imprimi no som autoral da banda algo inovador, tornando assim o som do Tigersharks diferente de tudo que se vê na cena alternativa brasileira. 

Navegando do punk rock, hardcore, heavy metal ao stoner, Filipi faz parte de uma geração de artistas que não tem medo de ousar e de trabalhar em sua evolução musical. Expressando suas idéias através de histórias compostas em músicas, o músico deixa o legado de uma banda que se destaca na cena como um dos grandes nomes e difusores dessa mistura musical denominada stoner punk.

Tigersharks sem dúvida nos remete um sinônimo de rebeldia e atitude punk, entrelassados a riffs clássicos do heavy metal e com pitadas de stoner, formando um som perfeito para acrobacias áreas e momentos de chapação. 

Conversamos com o baixista sobre influências, processo de composição, sua relação com seu instrumento, planos futuros e outras curiosidades.

Você e o Tigershark apresentam uma dinâmica forte no palco. Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? 

Nós sempre fomos muito amigos. E esse é um detalhe importante e que ajuda em tudo. As ideias são respeitadas, a gente trabalha bem como uma equipe mexendo nos sons. Uma opinião sobre verso ou linha, uma virada que pode ser diferente... isso tudo é conversado e influencia no melhor que a gente tem pra levar pro palco.

Dentro do cenário de rock, stoner e punk brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção?

Wolf Among Us e Slowner são bandas que eu descobri há pouco e eu curti muito! Tem a Spiral Guru e a Black Pantera (eu acompanho essas 2 já faz um tempo) e a Satan’s a Woman, outra banda do Léo, nosso batera. Das bandas estrangeiras, dá pra citar duas bandas que me fisgaram bem nesse verão: Nova Twins e BLXPLTN.

Que dica você daria a músicos brasileiros que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?

Vai sem medo! Essa é a parte mais divertida nisso tudo: criar sem se importar tanto com regras e teorias ou expectativas... isso é o que dá o desenho de um som mais autoral. Quem se fechar pra isso, vai perder a melhor parte. Todo início é complicado, é bem difícil conseguir se expor e se expressar, o negócio é arriscar e aproveitar que ficou mais fácil encontrar quem curte um som parecido, explorar novos sons e até apresentar o próprio som pra um público. É aproveitar isso tudo e se jogar na hora de inventar.

Qual modelo de baixo, cordas e amplificadores você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.

Eu já tocava batera em umas bandas quando apareceu a chance de tocar baixo. Na época, eu era tipo um roadie de uns amigos e foi assim que eu consegui meu primeiro contrabaixo. Larguei a batera de vez e fui tocando baixo com outras bandas até chegar a Tigersharks. Como eu só fui tocar com um contrabaixo legal e um amplificador potente muitos anos depois de ter começado, eu confesso que até tenho meus modelos favoritos de baixos/amps, mas eu tento não me prender muito nisso e vou focar em tirar o melhor som com o que tiver na mão. Tenho usado um Epiphone EB-3 e um Jazz Bass fretless. Os dois instrumentos estão com cordas do tipo roundwound e calibre.45. Um pedal que foi comigo nos últimos shows (além do afinador) é o Bass Attack Vxl da Hartke. Funciona como pré-amp e tem distorção e equalização que contribuem bem para o som da Tigersharks.

Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior baixista de todos os tempos?  

A lista de influências é grande... e depende muito do momento/projeto. Tem baixistas que estão sempre na lista: Kim Deal, Eric Wilson, Aston Barrett, Al Cisneros, Geezer Butler... Mas o meu favorito é o Darryl Jenifer do Bad Brains. Sem dúvida. Mistura perfeita dos estilos que eu mais curto. Mas o maior de todos os tempos foi o James Jameson. O cara gravou muito hit com a Motown, tem umas linhas de baixo sensacionais e definiu muita coisa na história do contrabaixo.

Suas linhas de baixo são criadas de forma mais técnica ou na emoção do momento? Como que se da o processo de composição delas?

As músicas mais rápidas vão sem mistério, eu posiciono o baixo de uma maneira que sustente o som tipo um bom e velho som de contrabaixo em punk e hardcore. Clássico. Nos sons mais lentos (ou com mais espaço), vale investir mais um tempinho pensando em algo diferente e que deixe o som mais rico. Vai muito da emoção e a técnica é o que ajuda na hora de expressar melhor essas emoções.

Como a música surgiu em sua vida?

Sempre teve muita música na minha casa. Eu lembro de rolar bastante música brasileira na infância. Um som mais elétrico, anos antes de tocar alguma coisa, eu acho que veio com Alice Cooper e Michael Jackson. Quando eu comecei a curtir as trilhas de filmes de surf/skate e fui atrás de pegar onda e andar de skate, esse pessoal me apresentou vários sons... logo em seguida eu fui tocar batera em umas bandas de punk-reggae.

O que levou o Tigersharks a chegar na mistura muito bem feita e denominada stoner punk? Como se da essa miscelânea de gêneros e influências musicais entre os músicos?

A gente queria fazer barulho! Rolavam muitas jams no início, o som foi se formando de uma forma bem natural. Cada um curte muita coisa diferente e a gente soma tudo isso com aqueles pontos em comum. As influências vão além da música: filmes, games, livros, skate... tudo contribui pro ritmo e letras ficarem com a nossa cara.


Tem algum show na história do Tigersharks que você ache que foi o melhor show? Algum em especial que sempre lembrará?

Hmmm... essa é uma pergunta difícil! A gente já conseguiu tocar em vários lugares, com várias bandas muito boas. Em Curitiba, rolou um festival grande com vários ídolos em 2019... É muito bom lembrar que a gente tocou nos meus lugares favoritos de Porto Alegre, também, onde a gente começou. Hoje, eu que fico com o nosso primeiro show. Foi uma estreia bem legal e deu pra ver que o pessoal curtiu bastante o nosso show!

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